Como é o tratamento de Implante dentário?

Os implantes osseointegrados são peças de titânio que ao serem colocados nos maxilares fazem a função das raízes perdidas. Essas raízes artificiais são instaladas por um procedimento cirúrgico, simples, rápido e indolor. Com os implantes instalados podemos realizar próteses fixas, parafusadas ou cimentadas dando eficiência e segurança mastigatória ao paciente.

Quais os cuidados e as contra-indicações em fazer o implante dentário?

As pessoas que estão contra-indicadas a receberem implantes dentários são: -cardiopatas valvulares de alto risco – insuficiência coronária não-controlada ou infarto do miocárdio recente – reumatismo articular agudo – insuficiência renal crônica – afecções sanguíneas – afecções endócrinas: diabetes não controlada; hiperparatireoidismo severo -afecções ósseas: como mieloma – pacientes em quimioterapia ou radioterapia, cujo campo de irradiação cubra a região em que será feito o implante. Epilepsia não-controlada – pacientes soropositivos assintomáticos (deve verificar a taxa de linfócitos T4 e a dosagem do antígeno P24 tem que estar negativa) – patologias psiquiátricas (contra-indicações relativas) – pacientes que fumam mais de 10 cigarros por dia – alcoolismo.

Antes de agendar a cirurgia o paciente precisará de exames laboratoriais: hemograma completo, glicemia e coagulograma. Em pacientes com mais de 45 anos e com história médica cardíaca: exame cardiovascular e eletrocardiograma. É necessária uma radiografia panorâmica e/ou tomografia computadorizada (quando necessário).

Como é feito o implante dentário?

O exame pré-protético é efetuado por modelos, fotos e enceramento de diagnóstico. Através do enceramento confecciona um guia cirúrgico e um protocolo medicamentoso é prescrito. Cuidados Pós-Cirúrgicos Até a retirada dos pontos, o paciente deve fazer bochechos. Após, ele pode escovar os pilares implantados e os tecidos ao redor do implantes com uma escova pós-cirúrgica (bem macia) por 1 a 2 semanas e, em seguida, retomar a escovação normal.

A implantodontia oferece soluções terapêuticas variadas, que permitem responder a numerosas situações clínicas. Cabe o CD estudar cuidadosamente cada caso a fim de determinar o tipo de implante, conexão protética, carga imediata ou tardia e expor para o paciente de forma clara a razão dessas escolhas.

Manutenção do Implante Dentário

A manutenção é determinante para o sucesso em longo prazo da osseointegração. Seu objetivo é preservar a saúde dos tecidos evitando complicações.

O paciente deve realizar a escovação com o auxílio de:

  • uma escova dental (manual ou elétrica);
  • fio dental com passafio ou Superfloss (Oral B);
  • escovas interdentais;
  • escovas duplo tufos;
  • pastas dentais pouco abrasivas e se possível sem fluoretos ácidos;

O uso de anti-sépticos (Clorexidina) por curtos períodos pode consistir um complemento a escovação em presença de sinais de inflamação frequência das consultas de manutenção.

No primeiro ano, recomenda-se trimestral, nos anos seguintes, compreende entre 3 e 6 meses dependendo da eficácia do controle de placa do paciente. As consultas de manutenção consistem em:

  • um exame clínico, onde o CD apreciará o aspecto da mucosa;
  • controlar o índice de placa e tártaro;
  • verificar a adaptação da peça protética;
  • checar a oclusão (mordida);
  • fabricar placa para ser utilizada noite, no caso dos pacientes que apresentam parafunções (hábito de ranger e apertar os dentes);
  • exame radiográfico;